Domingo passado (16/12), o Correio Braziliense publicou reportagem sobre mulheres vítimas de violência que conseguiram driblar o medo, romper o silêncio e colocar em palavras a dor que experimentaram. Os relatos compõem uma coleção de livros publicados por mulheres de países onde a violência contra elas tem a chancela do Estado e da religião. Alguns deles: Paquistão, Somália, Marrocos.
No Brasil, o histórico dessa violência não fica para trás, ainda que o assunto permaneça quase na invisibilidade, apesar dos esforços de campanhas como 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e da aprovação, no ano passado, da Lei Maria da Penha.
Mas por que tantas mulheres em todas as partes do mundo são vítimas da agressividade masculina?
Talvez não fosse difícil enumerar os diferentes motivos relacionados aos aspectos culturais e sociais já apontados em estudos de especialistas e organizações interessados no tema. Mas hoje, lendo uma das revistas do Centro de Investigação de Mulheres Duoda, da Universidade de Barcelona, encontrei uma justificativa pouco convencional, que vai contramão das disputas de poder entre os sexos.
2 comentários:
Grazi, muito interessante esta análise. Que coisa maluca esses homens que não suportam que suas mulheres consigam estabelecer laços de afeto mais amplos. Beijos
Pois é, Cá, o que Milagros ainda sustenta é que a violência contra mulheres se propõe a destruir a abertura a relação, a abertura ao outro que o corpo feminino carrega dentro de si. Essa abertura vem da capacidade do corpo da mulher de gerar vida ou o que a própria Milagros chama de sua “capacidade de ser dois”. O que não quer dizer que todas as mulheres – mães ou não – não sejam livres para renunciar esse don.
Interessante, não?!!
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